Gestão de Supply Chain: 7 tendências para 2022 - Delage

Gestão de Supply Chain: 7 tendências para 2022

Entenda quais são as novas tendências para a gestão de Supply Chain neste ano e como elas auxiliam no crescimento do seu negócio.

 

As cadeias de suprimentos passaram por mudanças significativas em 2020 e 2021, em razão da pandemia COVID-19, e seus efeitos impactaram países e empresas em todo o mundo. Ao longo desses últimos dois anos, os gestores de Supply Chain enfrentaram desafios variados e precisaram, mais do que nunca, investir em tecnologias e estratégias avançadas para lidar com todas as transformações em curso. 

 

Diante da necessidade de evitar o contato físico, a venda digital ganhou ainda mais força. Muitas companhias apostaram no omnichannel para oferecer uma experiência diferenciada aos seus clientes e isso levou a uma nova forma de consumo. Hoje, os clientes desejam agilidade, comodidade e uma experiência de compra unificada. Quem ainda não se atentou a esses quesitos e não vem preconizando-os em suas empresas, pode ficar para trás. 

 

Assim, temos um novo cenário se abrindo em 2022. Para este ano, os especialistas acreditam que direcionar o olhar para o melhor planejamento estratégico das cadeias de suprimentos é fundamental para empresas que desejam aumentar seu alcance, reconhecimento e faturamento pelos próximos anos. Após dois anos vivendo em um mundo pandêmico, é hora de avaliar as tendências que foram impostas para acompanhar o novo modelo de mercado e aplicá-las de acordo com seu Supply Chain.

 

 

Tendências para a gestão de Supply Chain em 2022

 

Confira abaixo as principais tendências e informe-se sobre o que sua equipe de gestão da cadeia de suprimentos precisa saber em 2022:

 

1. Visibilidade de ponta-a-ponta da cadeia


tendências-supply-chainNos dois últimos anos, e consequentemente com a crise de Covid-19, muitos centros de distribuição precisaram se adaptar conforme o novo modelo de mercado e consumo. Não foi novidade para nenhum gestor que muitos centros de distribuição não estavam devidamente preparados para a eventualidade do clima atual de negócios, dessa forma, as cadeias de suprimentos, em sua maioria, não possuíam níveis de tecnologias, processos bem estruturados, um plano de contingência que as deixassem resistentes na medida que deveriam ser.



Com isso, uma tendência do Supply Chain que ganhou força foi a necessidade de ter a visibilidade total da cadeia de suprimentos, ou seja, é fundamental acompanhar a jornada desde o recebimento até a entrega. Isso permite nitidez diante aos processos de armazenamento, processamento de pedidos e expedição, bem como a identificação de qualquer problema com antecedência. Ao obter a visibilidade nas cadeias de abastecimento como aliada no planejamento estratégico do centro de distribuição é possível evitar alguns problemas que afetam a performance de sua empresa, como:

 

  • Níveis de estoque desnecessários, com itens em excesso que podem levar a perdas e avarias.
  • Indisponibilidade dos produtos.
  • Falta de notificações em tempo real para prevenir problemas com mercadorias, especialmente aquelas atrasadas ou em devolução.
  • Desvantagem competitiva no mercado.

 

Na verdade, a visibilidade da cadeia é uma tendência no Supply Chain que vem se firmando a cada ano e, em um cenário de alta competitividade, torna-se imprescindível, afinal, é fundamental ter uma visão de ponta-a-ponta dos processos para garantir o máximo de eficiência, evitar custos e oferecer o melhor serviço ao cliente. 

 

Conheça a Gestão a Vista do WMS. 

 

2. Utilização de sistemas de gestão avançados, como o WMS, YMS, TMS e OMS

 

O futuro é tecnológico e isso consiste em sempre adaptar sua operação para as melhores estratégias digitais do mercado. A visibilidade das informações, assim como o rastreamento aprimorado da cadeia de suprimentos podem ser realizados por meio de softwares avançados que permitem a integração de todos os processos do armazém. E a aplicação dessas tecnologias vêm como uma tendência do Supply Chain para 2022.

 

Hoje já existem soluções específicas para cada necessidade: o WMS (Warehouse Management System) cuida da gestão do armazém, auxiliando no controle do estoque, fluxo de materiais, gestão do trabalho e análise de desempenho; o YMS (Yard Management System) se encarrega da gestão do pátio, ou seja, o software dá suporte ao agendamento e controle das entregas, centraliza a comunicação com os fornecedores, organiza os turnos de trabalho no recebimento e garante a segurança no fluxo de caminhões no pátio;  já o TMS (Transportation Management System) faz a gestão do transporte, gerenciando todas as operações relacionadas e controlando as informações;  e OMS (Order Management System) relaciona-se à gestão do pedido, auxiliando na gestão de ponta-a-ponta de todas as demandas, oferecendo uma visão centralizada e dados em tempo real. 

 

 

3. Automação de processos-chave

 

Quanto maior for um armazém, mais avançadas precisam ser as estratégias  que envolvem a organização, bom funcionamento e distribuição de produtos. Dessa forma, cada vez mais os grandes players vêm investindo em inovações que garantem a  otimização do tempo e dos recursos operacionais e a eficiência logístia. Para atingir níveis satisfatórios de produtividade e qualidade, uma das principais tendências da gestão de Supply Chain, além da implantação de softwares de gestão avançados, é a automação de processos-chave

A partir deste ano é provável que acompanhemos um forte crescimento na implementação e investimento em equipamentos automatizados para armazéns, como sistemas robóticos que auxiliam na separação de pedidos, tecnologias para classificação das remessas, veículos automatizados e até mesmo drones de entrega, já utilizados por empresas como a Amazon, por exemplo.

 

A implantação de tecnologias que automatizam processos-chave  traz uma série de ganhos, como: operações contínuas, redução de custos e de mão de obra, conhecimento e informações exatas do inventário, melhor uso do espaço do armazém, redução nas perdas e danos de produtos no estoque, eliminação de erros humanos, agilidade e precisão nos processos de entrega de uma mercadoria, entre outros.

 

Conheça as principais tecnologias para o picking

 

4. Diversificação dos fornecedores


Uma empresa é um ativo e, assim como no universo das finanças, está sujeita a eminentes riscos. Imagine um investidor intermediário. A ele é recomendado que, ao realizar sua divisão de investimentos, não foque apenas em uma modalidade – ter uma carteira variada entre renda fixa, fundos e ações, por exemplo, é a maneira mais inteligente de garantir lucratividade. Chamamos isso de “dividir os ovos da cesta”, e essa estratégia também deve ser aplicada no dia a dia das empresas de Supply Chain.

Fornecedores são a coluna dorsal de um centro de distribuição. Sendo assim, é necessário se programar para um possível plano B e até mesmo C, em casos de imprevistos em relação às mercadorias recebidas. Por exemplo, se você tem previsibilidade e entende que no mês de dezembro seu estoque precisa de mais blusas brancas, garanta que elas sejam enviadas por diferentes fornecedores e assegure-se de que sempre haverá o produto disponível em estoque. Esse foi um dos legados deixados pela pandemia, onde o fechamento de fronteiras e restrições de tráfego rodoviário e aéreo prejudicaram o estoque de muitas empresas pelo mundo. Portanto, quando falamos em tendência da gestão de Supply Chain para 2022, a diversificação de fornecedores aparece como uma estratégia crucial. E mais: é muito importante zelar também por um bom relacionamento com os mesmos. 

 

 

5. Redução nos gastos com armazenamento 

 

Uma técnica muito utilizada por e-commerce vem chamando atenção também de empresas que trabalham com vendas físicas é o cross docking, um sistema onde a mercadoria recebida no centro de distribuição é enviada para o cliente final de forma imediata, ou seja, nesse processo acontece uma redistribuição rápida do produto o que permite ter armazém enxutos e concisos, que, consequentemente, não dependem de grandes instalações. Na prática, isso significa uma redução nos gastos com armazenamento.

 

Ainda que esse procedimento ofereça custos reduzidos, giro de estoque melhorado e risco minimizado de danos aos produtos, é preciso ficar atento à alguns pontos que devem ser analisados antes de sua implementação:

 

  • Contratação de mais transportadoras, uma vez que é necessário despachar as mercadorias de forma instantânea. 
  • Maior precisão, planejamento e visibilidade de gestores para criar planos de embarque complexos e expedições eficientes.
  • Investimento em um excelente software de gerenciamento de estoque (WMS)a fim de aumentar a velocidade de descarregamento, digitalizar documentos, classificar e enviar produtos, monitorando durante todo o processo para que não fique nenhum item na doca.

 

6. Incentivo à cooperação entre as equipes

 

Para que exista eficiência na cadeia de suprimentos, é importante que seja estimulado o trabalho e integração entre as  equipes, assim como conduzir a integração com profissionais de todos os departamentos do processo. Uma equipe que entende o fluxo do início ao fim e reconhece sua importância oferece melhor desempenho para a empresa. Além disso, oferecer treinamentos e bonificações é uma excelente forma de manter os profissionais engajados e com alta produtividade. 

 

 

7. Foco na sustentabilidade



Não é de hoje que a sustentabilidade é pauta para empresas. O consumidor se encontra cada vez mais preocupado em consumir marcas que demonstram preocupação com o futuro do meio ambiente. Segundo levantamento feito pela Economist Intelligence Unit (EIU), a busca por produtos sustentáveis na internet aumentou em 71% nos últimos cinco anos. E não poderia refletir diferente na cadeia de suprimentos que está sob o olhar dos consumidores em suas práticas.

 

Se a sua empresa ainda não começou a pensar sobre as práticas ambientais sustentáveis,  esteo é um excelente momento para rever as pequenas mudanças que podem ser realizadas no armazém, tais como:

 

  • Implementação de softwares automatizados que garantem o melhor uso dos recursos do CD, evitam desperdícios e reduzem o uso de papel. .
  • Manutenção regulares, evitando qualquer falha interna que possa desencadear uma tragédia ambiental. 
  • Reaproveitamento de resíduos e materiais. Se o seu armazém ainda não recicla e reutiza, comece agora.
  • Reaproveitamento da água da chuva para processos internos. Além de ser benéfico à natureza, representa até 40% do consumo mensal.
  •  Otimização da embalagem, evitando desperdícios e adaptando-a de acordo com cada pedido. 

 

Assim como a visibilidade, a sustentabilidade é uma das tendências do Supply Chain que já vem se firmando desde os anos anteriores e que agora ganha ainda mais relevância. Priorizar estratégias sustentáveis é, além de uma ação responsável, uma forma eficiente de reduzir custos. 

 

 

Quais dessas estratégias você já aplicou em seu armazém?

 

Agora que você sabe algumas das tendências para o Supply Chain está na hora de aplicar em seu armazém. Em resumo, podemos dizer que em 2022, os consumidores esperam ainda mais qualidade e agilidade na entrega, além de preços competitivos e demonstram interesse maior pela sustentabilidade. 

 

O novo comportamento continuará exigindo mudanças em todos os processos do centro de distribuição, promovendo uma transformação significativa em todos os processos de um armazém. Se você deseja iniciar o ano buscando maior competitividade no mercado, otimize fluxos, busque por eficiência, aplique as dicas aqui compartilhadas e vá além – olhando detalhadamente para todos os processos e formas de melhoria. A tecnologia é uma grande aliada e pode te ajudar a dar um passo largo rumo ao futuro.  Se você deseja obter resultados concretos, posicionando a sua empresa entre os líderes de mercado, priorize as inovações disponíveis. O mercado já é digital. Agora é hora de sua empresa ser também! 

 

 



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