3 razões para mudar do papel para o uso de coletores de dados - Delage

3 razões para mudar do papel para o uso de coletores de dados

Confira as vantagens da utilização de coletores de dados na operação intralogística e os ganhos gerados ao negócio

 

O crescimento do e-commerce neste ano de 2020, motivado em grande parte pela pandemia, pegou muitos de surpresa. Além da lojas que já trabalhavam com a venda on-line, as quais tiveram que lidar com um salto na demanda, muitos varejistas precisaram fechar suas portas e iniciar o comércio eletrônico. Diante das mudanças nos negócios, um problema se mostrou comum para boa parte das empresas: os obstáculos na logística.

 

Companhias que, até então, desenvolviam processos 100% manuais, tiveram dificuldades em garantir a velocidade e precisão necessária ante ao crescimento da demanda. E foi aí que percebeu-se a necessidade de trocar o uso de papel por ferramentas mais avançadas, como o coletor de dados.

 

Uma operação manual, se bem estruturada, com uma equipe bem treinada e gestores competentes, pode funcionar com eficácia. Entretanto, quando há o crescimento do negócio, isso já se complica. O gestor pode ter dificuldades para ajustar os processos ou mesmo para encontrar trabalhadores criativos e eficientes para realizar o trabalho. Mesmo um armazém 100% manual (baseado em papel) mais disciplinado, que aplique rigor e foco às melhorias de processo, pode enfrentar problemas quando o volume de pedidos dispara. Por isso, investir em uma tecnologia de suporte torna-se a forma mais adequada para impulsionar o desempenho e oferecer um alto padrão de atendimento aos clientes.

 

Utilização do coletor de dados no armazém

 

coletores de dadosO coletor de dados é um equipamento portátil que coleta informações de um local móvel e as transmite para um sistema em tempo real. Sua grande vantagem é a precisão e agilidade oferecida na execução de tarefas primordiais em uma operação logística, permitindo a coleta e registro de informações dos produtos (lote, data de validade, peso, dimensões, etc.), o rastreamento de mercadorias, o controle da entrada e saída de ativos, a separação com eficiência, a movimentação interna e a realização de inventários.

 

A maioria dos coletores possui um leitor de código de barras e um teclado alfanumérico. Os operadores do armazém podem utilizar ambas as funcionalidades para coletar e registrar os dados das mercadorias no estoque, executando suas tarefas de forma rápida e assertiva. Alguns modelos de coletores possuem a tecnologia RFID (Identificação por Radiofrequência), a qual permite a identificação automática de itens e a coleta de suas informações por meio de sinais de rádio.

 

No passado, coletores eram praticamente inacessíveis à maioria das pequenas e médias empresas, dado o seu alto valor. Avanços recentes na tecnologia geraram produtos inovadores com preços mais acessíveis, permitindo que as empresas menores também pudessem contar com os benefícios proporcionados pelo aparelho, especialmente se integrado a um sistema WMS.

 

 

Razões para abandonar o papel e investir nos coletores de dados

 

No tópico anterior, mencionamos alguns benefícios proporcionados pelo uso de coletores de dados nos armazéns, sendo o principal deles a grande velocidade e precisão na execução de tarefas. Para que os ganhos se tornem ainda mais nítidos, listamos três motivos para migrar de uma operação manual, baseada em papel, para o uso de coletores:

 

1 – Aumento da produtividade

 

No nível mais básico, a mudança para operações direcionadas por coletores de dados pode ajudar os líderes de logística a estruturar melhor o trabalho e os esforços de cada funcionário. Além disso, a utilização do aparelho integrado ao sistema WMS, gera um grande ganho em termos de eficiência e agilidade, visto que o software direciona todas as tarefas e o colaborador vai executando-as rapidamente com o coletor. Se com uma lista de papel, o tempo para a separação de um pedido pode ser extenso, com o coletor é realizado de forma extremamente rápida.

 


2. Otimização do trabalho – mais qualidade, menos erros

 

Há um custo específico e mensurável para qualquer erro cometido durante uma operação intralogóstica. Esse custo pode ser direto, como perda de receita causada por danos causados por manuseio incorreto, perdas de produtos ou envios errados (com necessidade de troca) ou indireto, gerando perda de tempo e retrabalho.

 

Um fluxo de trabalho direcionado pelo coletor de dados oferece digitalização e validação, reduzindo significativamente as taxas de erro nas operações. Há uma melhoria na qualidade tanto no recebimento, armazenagem, separação e expedição, quanto na realização das contagens de estoque. Com os dados devidamente registrados pelo coletor e validados através da integração com o WMS, o gestor também consegue fazer uma administração do estoque muito mais eficiente.

 

> Confira dicas para melhorar o controle do estoque

 

3. Informações confiáveis e instantâneas

 

A gestão de um armazém requer informações acessíveis e confiáveis. Isso porque estamos falando da execução ode processos que afetam diretamente a satisfação do cliente e a geração de receita para a empresa. E é aí que está um dos grandes ganhos proporcionados pela mudança do papel para o uso de coletores de dados integrados ao sistema WMS: as informações do estoque passam a ser oferecidas de maneira assertiva e em tempo real.

 

Como todos os processos (entrada, armazenagem, movimentações internas, separação, expedição e inventários) são executados com o coletor de dados, o mesmo fornece ao WMS importantes informações que rapidamente são processadas e oferecidas aos gestores, seja quanto ao estoque, desempenho da mão de obra, dados financeiros ou operacionais. (Saiba mais sobre a Gestão à Vista).

 

Com a bipagem dos produtos, o coletor registra não apenas os dados de cada SKU, como também a data e horário de execução de cada tarefa, permitindo uma análise macro da produtividade em cada processo. Com essas informações em mãos, os gestores conseguem tomar as decisões certas para o aprimoramento constante da operação.

 

 

“O armazém de hoje não é feito de papel”

 

A frase acima, proferida por Don White, CEO da SnapFulfill América, está totalmente alinhada com o momento atual em que vivemos, que exige das operações intralogísticas mais agilidade, eficiência e precisão. Não dá mais para manter um armazém com processos realizados com o auxílio de listas de papel, planilhas ou pranchetas. Além de significar perda de produtividade, possibilidade de erros e retrabalhos, também é um entrave para uma gestão eficaz.

 

Com o e-commerce e o omnichannel ganhando cada vez mais força, os varejistas precisam investir em tecnologias que garantam um serviço de excelência aos seus clientes e isso depende não apenas da boa execução de processos como de uma perfeita administração do estoque. O papel simplesmente não consegue lidar com a complexidade das operações atuais, assim como com os desafios inerentes ao gerenciamento do armazém. Por isso, quando falamos dos coletores não se trata de um diferencial, mas de uma necessidade para quem quer ver o negócio crescer e prosperar.

 

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