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 intralogísticaUma das célebres frases do filósofo grego Heráclito diz: “A única constante é a mudança”. John Kennedy, por sua vez, considerava a mudança a lei da vida e afirmou: “aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro”. Essas duas frases, juntas, representam bem o contexto do varejo atual, onde as expectativas têm sido acompanhar os hábitos de compra em constante transformação, ajustar continuamente as estratégias e investir em inovações. Empresas que estão fechadas à mudança certamente não sobreviverão. E isso vale principalmente para a intralogística.

 

A última década revelou uma grande evolução na cadeia de suprimentos. Muitas corporações já têm investido na automação de seus armazéns com o uso de sistemas específicos de gestão (como o WMS), o investimento em robótica e inteligência artificial (IA), dentre outras tecnologias que têm conferido mais velocidade e precisão aos processos, o que reflete diretamente na qualidade do serviço prestado ao cliente. E toda essa evolução não mostra sinais de desaceleração nesta nova década que iniciamos.

 

Por isso, é preciso estar preparado. Antes de mais nada, é fundamental refletir sobre o que aprendemos em 2019 e como essas descobertas mudarão as operações de 2020 em diante. Conheça algumas tendências e transformações iminentes na intralogística e como adequar a sua empresa e a sua gestão às mesmas:

 

 

Robôs são amigos, não inimigos

 

Embora os robôs estejam se tornando mais importantes no armazém, investir em uma solução robótica ao estilo de empresas como Amazon e AliExpress está fora de alcance para muitas empresas de pequeno a médio porte. Essa solução exige que as empresas praticamente reconstruam seus armazéns por completo e leva a perguntas sobre o papel que os humanos desempenharão nas operações de atendimento de amanhã. Em vez disso, em 2020, mais marcas se concentrarão na implementação de robôs que se adequam às operações atuais, em vez de derrubar tudo para que a solução seja implantada.

 

Há também uma solução para as empresas que queiram investir menos: a semi automação do armazém através de sistemas de gestão (WMS) que direcionam os processos, comandam as tarefas e controlam todo o estoque. Um WMS otimiza a operação intralogístiica com o uso de dispositivos móveis e também pode se integrar a outros sistemas automáticos, como goods to person, pick-to-light, sorter, etc, em todas as áreas do armazém ou mesclados com operações manuais.

 

Confira um case de automação da Delage sobre a integração do WMS com sistemas automáticos.

 

 

Melhor experiência do usuário no armazém

 

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A demanda por “experiência” está aumentando: de acordo com a Salesforce, 80% dos clientes dizem que a experiência que uma empresa oferece é tão importante quanto seus produtos e serviços. Mas os clientes não são os únicos que solicitam experiências melhores. Os gerentes de armazém desejam uma melhor experiência do usuário com seu software de gerenciamento de armazém (WMS).

 

Como 2020 trará novos desafios para a entrega do pedido perfeito (completo e no prazo) os gestores desejam soluções de WMS que apresentam interfaces de usuário simplificadas, permitindo-os contratar e treinar funcionários temporários mais rapidamente (especialmente durante os períodos de pico de vendas). Eles também procuram um acesso mais fácil aos dados da operação, ajudando-os a monitorar a eficiência do armazém e a tomar decisões mais assertivas para otimizar os processos. Essas informações precisam estar disponíveis em dispositivos móveis para facilitar a gestão de qualquer lugar.

 

É importante lembrar que não apenas a tecnologia faz a diferença nos resultados da empresa, mas como os seus colaboradores interagem com ela. Se o sistema é facilmente utilizado pelos funcionários, eles ficarão mais satisfeitos e com uma experiência amigável com a tecnologia implantada.

 

As empresas de hoje priorizam a Gestão à Vista, através da qual tanto os gestores quanto os funcionários podem acompanhar os indicadores de desempenho e receber alertas em tempo real, o que permite a identificação de falhas antes que tenham impacto e a sua rápida solução. Com a Gestão à Vista, as empresas são capazes de tomar decisões no tempo certo, evitando qualquer problema que venha a impactar no bom atendimento aos clientes.

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Segurança de dados 

 

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD (Lei nº 13.709/2018) pode entrar em vigor ainda neste ano, caso não seja aprovado o Projeto de Lei 5762/19, que adia a sua aplicação para agosto de 2022. E, independentemente de ser adiada ou não, é importante que os empresários estejam prontos para cumprir as normas.

 

De acordo com a LGPD, a utilização de dados pessoais dos clientes só poderá ser feita mediante consentimento dos mesmos. O consumidor deverá ser informado sobre quais dados pessoais serão recolhidos e qual o objetivo da atividade envolvendo seus dados, dentre outras obrigações. O § 5º do artigo 7 prevê também que o controlador que obteve o consentimento e que necessitar comunicar ou compartilhar esses dados pessoais com outros controladores, deverá obter consentimento específico do titular para esse fim.

 

Essas exigências e outras exigências da Lei certamente irão impactar bastante nas operações de vendas e logística, especialmente no e-commerce. É por isso que os gestores já precisam tomar as medidas adequadas para o cumprimento das normas previstas. Um dos quesitos que merece atenção, por exemplo, é a acessibilidade do cliente aos seus dados. A LGDP diz que o consumidor deverá ter acesso às informações que ofereceu à empresa, podendo, inclusive, solicitar o descarte de algum dado. Com isso, é importante ter uma estrutura de TI robusta e, no caso dos armazéns, contar com um software que seja capaz de se integrar ao sistema de vendas.

 

O gestor deve também avaliar suas operações para garantir o rastreamento consistente dos dados em todas as fases da cadeia de suprimentos. Isso garantirá a precisão das informações, além de otimizar o processo de acesso do cliente – se solicitado.

 

LGPDEmbora os dados devam ser facilmente acessíveis mediante solicitação do cliente, a segurança precisa ser uma prioridade. Com a LGPD, as empresas são as únicas responsáveis pela segurança dos dados. Assim, à medida que os armazéns continuam adotando novas tecnologias, é importante avaliar quaisquer vulnerabilidades nas mesmas para garantir que as operações não ponham em risco as informações do cliente. Os fornecedores dos sistemas devem estar alinhados com a empresa para garantir precauções de segurança adequadas para o caso de uma tentativa de ataque.

 

Outra recomendação é que a empresa tenha um plano de ação bem definido para o caso de violação de dados. A equipe do armazém deve ser informada sobre esse plano e também saber onde os dados estão armazenados para que, caso o problema aconteça, ele seja isolado e contido rapidamente.

 

 

O atendimento ao cliente pode diferenciá-lo

 

Os clientes que permanecem em uma empresa que presta um serviço ruim são raros, especialmente quando ele se repete. De fato, de acordo com a NewVoiceMedia, o mau atendimento ao cliente custa às empresas mais de US$ 75 bilhões por ano. E é válido lembrar que o atendimento ao cliente se estende às relações entre varejistas e fornecedores – incluindo seus fornecedores de tecnologia para a logística.

 

Seu software WMS precisa ser tão bom quanto a equipe que o instala e oferece suporte, afinal, é fundamental fornecer uma resposta rápida e precisa aos clientes nas operações de logística. Em 2020, ter um fornecedor de tecnologia ao seu lado que ofereça agilidade e flexibilidade será quase tão importante quanto a própria solução.

 

 

Atualização é fundamental para aproveitar as oportunidades

 

O novo ano – e a nova década – certamente vão contar com desafios e oportunidades interessantes para o seu negócio. E cuidar bem da intralogística é um passo importante para quem quer crescer. Por isso, busque sempre estar atualizado quanto às novidades para a sua operação.

 

Consulte o blog da Delage com frequência e acompanhe nossos textos, que trarão insights importantes para impulsionar a logística em 2020.

 

Para saber mais sobre inovações na área, acesse o Whitepaper Logística e Supply Chain 4.0.