O que esperar da logística pós-pandemia

O mundo mudou em 2020. A sua empresa está preparada para o futuro pós-pandêmico?

 

 

A pandemia trouxe desafios em todas os setores. Foi necessário interromper as atividades presenciais no comércio, aderir ao trabalho remoto com quase todos, exceto os trabalhadores essenciais, e alterar completamente as prioridades executivas. Isso afetou inevitavelmente as empresas, que precisaram fazer mudanças e adaptar, rapidamente, seu planejamento e operações para lidar com tais impactos. Porém, com o avanço da vacinação e o controle do coronavírus em todo o mundo, nasce a esperança de que logo tudo voltará ao novo normal e a logística terá um papel fundamental nesse esforço.

 

Algumas dessas mudanças vieram para ficar, muitas relacionadas à entrega e disponibilidade do produto. Uma logística eficiente, enxuta e lucrativa significa ser proativa em vez de reativa, forçando muitas empresas a buscar maneiras mais simplificadas e econômicas de continuar atendendo às expectativas dos clientes a longo prazo. Mas o que esperar da logística pós-pandemia? Há 4 elementos que foram fortalecidos, durante a pandemia, e são tendências para o futuro.

 

 

E-commerce mais forte do que nunca 

 

Conforme os países, em todo o mundo, implementavam protocolos de segurança em 2020, muitas empresas que não estavam no digital precisaram adotar, rapidamente, o e-commerce. A McKinsey relatou que a pandemia acelerou de 20 a 25 vezes a transformação digital nas empresas. Processos que costumavam levar anos, como transição para trabalho e colaboração remotos, implementação de tecnologia em operações e mudanças na entrega, foram modificados e adaptados em dias ou semanas.

 

Além disso, as prioridades dos clientes também mudaram. Restrições, longas filas e fechamentos de lojas físicas levaram o público a experimentar os canais de comércio eletrônico. Segundo o Rakuten Intelligence as compras on-line de alimentos viram um boom de pedidos crescendo 200-300% em comparação com o mesmo período do ano passado. A previsão é que as compras no e-commerce ainda irão se expandir e acelerar muito mais do que antes do fechamento e do distanciamento social. Afinal, elas crescem à medida que mais consumidores se sentem confortáveis comprando de suas casas e recebendo produtos com uma agilidade cada vez maior. Uma pesquisa feita pela consultoria AlixPartners LLP, com mais de 1.000 pessoas, no final de março e início de abril, mostrou que um terço dos consumidores dos EUA planejam continuar comprando roupas on-line, enquanto 25% pretendem continuar fazendo pedidos de mantimentos dessa forma.

 

Ou seja, a melhor forma de continuar crescendo é buscar atender o cliente onde ele está. A maioria dos executivos planeja continuar a tornar suas empresas cada vez mais digitais e virtuais, principalmente os que lideram grandes organizações. Para obter sucesso no mercado, e na logística pós-pandemia, as estratégias digitais precisarão abranger as principais operações e processos, especialmente em centros de distribuição e nos fluxos de last mile.

 

 

Last Mile: a tendência do futuro na logística pós-pandemia

 

O last mile ou entrega na última milha é definido como o movimento de mercadorias de um centro de distribuição até o destinatário final. O termo refere-se exatamente à etapa final do atendimento de um pedido, por isso, extremamente relevante para garantir a satisfação do consumidor. Essa entrega final experimentou, provavelmente, as maiores mudanças durante a pandemia e é provável que continue.

 

A tecnologia possibilitou a rastreabilidade do produto do depósito à porta. A entrega sem contato trouxe segurança para os consumidores e permitiu o menor tempo de entrega possível. No entanto, as transportadoras de última milha tiveram que se adaptar à enorme pressão em sua capacidade e habilidade de manter o fluxo de mercadorias até os consumidores. Isso está criando novas pressões, em particular para o last mile, já que, cada vez mais, as pessoas optam por empresas que entregam mais rápido.

 

Em um cenário altamente competitivo, onde os consumidores têm uma infinidade de opções de compra na internet, a otimização do last mile passa a ser crucial para quem deseja uma participação no mercado e a fidelização de clientes. É importante considerar a adoção de tecnologia automatizada aumentar a eficiência, principalmente na logística pós-pandemia.

 

 

 

Automação: o futuro é agora! 

 

Uma coisa temos certeza: a Covid-19 acelerou fortemente a digitalização das empresas. O impulso para uma maior automação já estava em andamento, mas a importância da digitalização foi reforçada em meio à pandemia. As empresas que fizeram investimentos em tecnologias digitais foram capazes de responder rapidamente às flutuações da demanda, ao mesmo tempo em que possibilitaram aumentos de produtividade para absorver volumes adicionais, mesmo com protocolos rígidos de distanciamento social em vigor.

 

Aquelas organizações que tinham planos de se digitalizar nos próximos três ou cinco ou anos acabaram antecipando seus projetos para que pudessem driblar as dificuldades e atender às novas demandas. As que já tinham aderido a tecnologias eficientes, têm buscado novas soluções e o aprimoramento de suas ferramentas, pensando não apenas no momento atual, mas principalmente no preparo para o futuro, uma vez que as inovações oferecem um suporte fundamental para análise de cenário e tomada de decisões. Além disso, à medida que o custo da automação diminui e as pessoas veem que os robôs podem operar com segurança ao lado de humanos, mais empresas estão sendo automatizadas.

 

Porém, você sabe em quais tecnologias investir? Antes de tudo, as automações devem ser avaliadas quanto à eficiência. As empresas precisam buscar maneiras mais simplificadas e econômicas de continuar atendendo às expectativas dos clientes a longo prazo. Hoje em dia, há no mercado infinitas possibilidades. Busque entender seu negócio, seus desafios e, principalmente, o que o seu público deseja. Para saber mais sobre as inovações e aplicá-las na logística pós-pandemia, baixe o nosso whitepaper Logística e Supply Chain 4.0: estratégias e tendências.

 

 

 

Sustentabilidade: o diferencial da sua empresa 

 

Este é o momento de começar a planejar os riscos futuros e mudar o foco do que está funcionando para o que poderia funcionar melhor. A linha tênue entre fazer o bem e o que é lucrativo está diminuindo rapidamente e se você deseja que o seu negócio seja eficiente, transparente, econômico e motivador para os funcionários, não pode mais adiar a aplicação do ESG em sua empresa.

 

Destacamos, em especial, o quesito sustentabilidade, tão importante não apenas em termos da contribuição da empresa ao planeta e sociedade, como também para a redução de custos e desperdícios. À medida que a economia global começa a se reerguer, os princípios de sustentabilidade passaram a ocupar o lugar central. As organizações começaram a repensar sua composição da cadeia de suprimentos. Sociedade, planeta e lucro devem encontrar um equilíbrio viável.

 

A sustentabilidade na logística pós-pandemia fornece transparência em seus elos, o que ajuda a satisfazer as demandas crescentes por produtos mais ecologicamente corretos. Ao mesmo tempo, os consumidores estão adotando o conceito de economia circular, construída em torno do planejamento de resíduos e da reciclagem. A sustentabilidade pode atuar como um diferenciador significativo, diferenciando aas empresas dos concorrentes. Também pode ajudar a abrir parcerias e atrair novos talentos. Muitos funcionários hoje se sentem muito mais felizes trabalhando para organizações que são ambiental e socialmente responsáveis, por exemplo.

 

Como se preparar para um futuro na logística pós-pandemia?

 

Embora a pandemia tenha sido um desafio para as empresas em todo o mundo, ela trouxe um lembrete para permanecermos flexíveis, adaptáveis e resistentes no início de uma crise. Muitas dessas mudanças na cadeia de suprimentos e logística teriam ocorrido com o tempo. A pandemia simplesmente os acelerou. Embora os fornecedores fizessem tudo dentro do razoável para atender às solicitações dos clientes durante esse período, o resultado final muitas vezes prevalecia sobre a eficiência. Essa reação rápida salvou muitas empresas e manteve o mercado em funcionamento, mas, para se sustentar, o processo agora precisa ser reavaliado como um todo.

 

Então, o que acontecerá depois que a crise imediata terminar? A mudança nos comportamentos de compra do consumidor continuará após a pandemia? Qual será a aparência do “novo normal” e como as empresas e os consumidores se adaptarão? Embora não exista uma resposta definitiva para essas perguntas, o coronavírus destacou a necessidade de repensar os modelos tradicionais da cadeia de suprimentos, acelerando a transformação digital e adotando modelos de negócios baseados em tecnologia para lidar com as necessidades desse “novo normal”, bem como se preparar para crises futuras.

 

Agilidade é fundamental, diante de desafios e oportunidades de mercado imprevistos. Onde a logística e os processos de TI estão tradicionalmente nos bastidores, a crise do COVID-19 os colocou na frente e no centro e há uma grande oportunidade agora para os gerentes de logística e TI mostrarem a robustez de suas operações e arquiteturas de TI para garantir a sobrevivência de suas cadeias de suprimentos e, portanto, do negócio.

 

A melhor recomendação para se preparar para o futuro certamente passa por uma reavaliação dos processos e da cultura empresarial e principalmente, do suporte tecnológico para que a logística pós-pandemia alcance plena eficiência, atendendo às altas exigências do consumidor e permitindo que o negócio seja lucrativo e escalável

 



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