6 formas de reduzir o efeito chicote em sua cadeia de suprimentos - Delage

6 formas de reduzir o efeito chicote em sua cadeia de suprimentos

Confira estratégias práticas que auxiliam sua empresa a se prevenir do efeito chicote e a melhorar a previsibilidade do estoque.

 

efeito chicoteUm dos maiores desafios para gestores logísticos em diferentes setores do mercado é manter todo o fluxo de trabalho de sua equipe alinhado a um controle eficaz do estoque. Ou seja, é necessário uma boa estratégia para assegurar que toda a cadeia de suprimentos esteja alinhada e em perfeita organização, evitando ao máximo qualquer tipo de falha na comunicação, na previsibilidade e nas informações relacionadas à oferta e demanda dos consumidores, que afeta diretamente todo o processo dentro do armazém.

 

Quando há erros no nivelamento entre oferta e demanda, as consequências são várias, impactando tanto na lucratividade da empresa quanto na satisfação do consumidor. Se a demanda aumentou e não houve ajustes na produção ou na requisição de itens aos fornecedores, há risco de stockout. Por outro lado, se houve queda na demanda e o abastecimento do estoque continua o mesmo, há grandes chances de overstocking, ocasionando gastos com armazenagem e, até mesmo, aumentando a possibilidade de perdas.

 

Na prática, isso pode ocorrer da seguinte forma: imagine que um e-commerce X está recebendo muitos pedidos do produto Y, que foi influenciado por uma campanha orgânica de marketing em redes sociais. No entanto, os responsáveis pelo abastecimento dos produtos não se atentaram à oscilação na demanda e mantiveram a solicitação de itens do estoque igual ao padrão. O resultado para esse cenário é perda de vendas e da oportunidade de crescimento e lucratividade para o negócio. E pior: há queda na reputação, uma vez que o cliente não é atendido em sua necessidade.

 

Agora vamos imaginar uma situação oposta: a empresa de cosméticos A faz uma liquidação de um produto B por um determinado período. Mesmo com o fim da promoção, os gestores mantiveram a compra do item em maior quantidade, devido a falhas nas informações.  Isso fez com que a mercadoria ficasse por muito mais tempo no estoque. Neste segundo cenário temos um inventário maior que o número de vendas, podendo gerar problemas logísticos e altos custos para sua manutenção.

 

Em ambos os casos, seja pela falta de produtos ou o excesso deles no estoque, a ocorrência da discrepância entre produtos e vendas é conhecido como  efeito chicote, um evento capaz de interromper o fluxo de trabalho da cadeia de suprimentos, causar instabilidade nos processos e grandes prejuízos às empresas.

 

Neste artigo vamos entender melhor sobre as consequências do efeito chicote e como evitar esse fenômeno em seu armazém. Vamos nessa?

 

 

Efeito chicote e suas consequências

 

O efeito chicote, como vimos anteriormente, acontece quando ocorre a discrepância entre a quantidade de itens produzidos e/ou requisitados aos fornecedores e o volume de vendas efetuadas aos consumidores finais, ou seja, quando não há o nivelamento correto entre oferta e demanda.

 

Em geral, isso acontece por falhas na informação ou erros na previsibilidade do comportamento de compra do cliente, desencadeando uma série de consequências que afetam as operações logísticas, a performance e a lucratividade da empresa, tais como:

 

Aumento do custo do estoque

 

Em geral, ao observar uma crescente demanda e maior volume de vendas, a primeira solução encontrada por gestores logísticos para resolver e controlar a situação dentro das cadeias de suprimentos é a de adquirir um maior número dos produtos em evidência, preparar o estoque para o recebimento das quantidades de itens e estocar o máximo possível para atender a quantidade de demanda. No entanto, há a possibilidade de as vendas caírem, a procura pelo produto diminuir e a quantia excedente se tornar obsoleta no estoque, gerando maiores gastos de manutenção e, até mesmo, perdendo sua validade.

 

 

Aumento do custo de transporte

 

Assim como o aumento nos custos de estoque, outra consequência  do efeito chicote é o aumento no custo de transporte para as cadeias de suprimentos. Uma vez que não existe a previsibilidade e estratégia logística que acompanhem as vendas, a empresa pode ter que gastar mais com a solicitação de pedidos de outros fornecedores ou contratar mais serviços de entregas sem planejamento e negociações.

 

 

Oscilação na previsibilidade

 

Vimos que o efeito chicote causa instabilidade na cadeia de suprimentos que pode prejudicar na elaboração de estratégias e de planos para envios de pedido aos fornecedores e também aos consumidores, ou seja, isso dificulta a previsibilidade da quantidade de pedidos e itens que serão solicitados e enviados.

 

 

Insatisfação de parceiros e clientes

 

Por fim, fornecedores e clientes são afetados pelo efeito chicote. No caso dos fornecedores, a falta de planejamento e rotina pode causar desregularidade e falhas de processos, e, por outro lado, no caso dos consumidores, pode gerar estresse e desgaste no relacionamento, uma vez que pedidos são cancelados ou ocorrem problemas no tempo da entrega.

 

 

 

Como reduzir o efeito chicote em sua cadeia de suprimentos

 

Agora que você, gestor, entendeu mais sobre o efeito chicote e suas consequências, chegou a hora de descobrir como reduzir e mitigar os resultados de uma gestão com baixa previsibilidade e problemas de comunicação que envolvem todo o fluxo operacional de sua logística. Aplicando em sua rotina essas 6 dicas, é possível melhorar o desempenho e  aperfeiçoar a metodologia de trabalho. Confira:

 

 

1. Alinhe as estratégias

 

Algumas ações que influenciam no efeito chicote podem ser evitadas e previstas internamente, como aquelas que envolvem o marketing. É comum que as empresas invistam em ações de publicidade e marketing digital para aumentar as vendas de determinados produtos em algum período específico do ano, portanto, é fundamental que gestores logísticos e representantes de todas as áreas estejam alinhados quanto a essas campanhas, acompanhando o tempo de veiculação e o seu desempenho.

 

Além disso, é fundamental assegurar que as políticas internas, assim como as projeções de metas e resultados, sejam comunicadas de forma clara para toda a equipe. Dessa forma, é possível evitar ou reduzir os contratempos e riscos do efeito chicote para a produção e performance da cadeia de suprimentos. Por fim, não deixe de analisar estratégias de comunicação, assim como seus resultados em paralelo com outros setores.

 

 

 2. Mapeie o fluxo de trabalho

 

Como é realizado o recebimento de mercadorias em seu armazém? Quanto tempo demora para a organização do estoque, mapeamento e conferência de produtos? Como é realizado o picking? Organizar as etapas do trabalho permite que gestores tenham acesso a informações cruciais, como o nível de mercadorias no inventário, a velocidade da operação, a quantidade de pedidos, a previsão de demanda, entre outros dados que asseguram tomadas de decisões assertivas.

 

Além disso, ao mapear o fluxo de trabalho, é possível identificar gargalos e suas principais causas, facilitando a resolução de problemas, a busca por melhorias, a otimização do trabalho e a redução de custos na operação. É importante contar com ferramentas e sistemas que integrem a comunicação e realizem o compartilhamento de dados em tempo real, envolvendo a cadeia de suprimento de ponta a ponta.

 

 

 3. Reduza processos manuais

 

A melhor forma de prevenir problemas que causem o efeito chicote é entender o dia a dia da sua cadeia logística, por isso, é essencial que seu armazém esteja interligado e repasse informações em tempo real com o mínimo de falhas possíveis. Uma das formas de assegurar a efetividade dos processos é otimizar o trabalho manual, o que é responsável por uma porcentagem elevada de erros dentro de cadeias de suprimentos.

 

Adote sistemas de gestão capazes de fornecer maior controle do nível de estoque, orientar e determinar atividade para sua equipe, priorizar pedidos, emitir e identificar por meio de notificações erros e problemas durante o processo, além de fornecer painéis contendo informações sobre níveis de estoque, acompanhamento de resultados internos e externos. Tudo isso contribuirá na previsibilidade do comportamento do consumidor e deixará sua produtividade para atendimento da demanda mais eficaz.

 

 

4. Tenha fornecedores de confiança

 

Manter o bom relacionamento com seus fornecedores é essencial para que em momentos de efeito chicote vocês consigam negociar para chegar em uma estratégia com benefícios e rentabilidade para ambos. Contar com parceiros certos em momentos que envolvem decisões rápidas e eficientes é um diferencial no mercado e garante sucesso em relação aos concorrentes.

 

Além disso, demonstrar confiança gera em seus fornecedores um sentimento de consideração e, consequentemente, eles farão de tudo para auxiliar e responder às necessidades de sua cadeia de suprimentos de forma rápida e eficaz.

 

 

5. Realize análises

 

A melhor forma de prevenir e identificar o efeito chicote é realizar análises frequentes dos resultados de sua cadeia de suprimentos. Elas auxiliam a melhorar o desempenho, reconhecer erros, prevenir e rever demandas que já ocorreram e podem se repetir, analisar histórico de vendas de diferentes períodos e ajustar com os momentos atuais, promover ações de giro de estoque e liberar espaço do inventário.

 

Outra forma de realizar boas análises é a partir dos KPIs de logística, que visam analisar resultados dos processos e identificar oportunidades relevantes de melhorias, direcionando assim para uma tomada de decisão mais assertiva.

 

Lembre-se: com as devidas informações em mãos você, gestor, será capaz de identificar pontos de melhoria e elaborar estratégias que evitem o efeito chicote em sua cadeia de suprimentos.

 

 


 

6. Invista em um sistema de gerenciamento do armazém (WMS)

 

É consenso para as principais empresas e referências no mercado: a automação de processos operacionais promove inúmeros benefícios para a cadeia de suprimentos. Investir em um bom sistema de gerenciamento do armazém (WMS) proporciona aumento na produtividade, redução de erros e falhas de comunicação, melhora na eficiência, diminuição de retrabalho (especialmente os manuais), assim como a otimização de recursos financeiros.

 

Mais que isso, o WMS, permite a integração e troca de informações entre todo o fluxo operacional, controlando de ponta a ponta toda a cadeia de suprimentos, desde as mais diferentes áreas, pessoas e atividades. Isso garante maior alinhamento de dados e visualização geral dos processos.

 

Aqui na Delage você conta com um sistema WMS personalizado que vem auxiliando inúmeros negócios a alavancarem seus resultados por meio da tecnologia. Nosso sistema, o WMS Delage® Rx, coordena as tarefas de seus colaboradores, permite o acesso a todas as informações da operação em tempo real, oferecendo uma série de painéis e notificações, que facilitam a identificação de falhas, assim como auxiliam na tomada de decisão certa para o futuro do seu negócio.

 

Na prática, o sistema WMS torna possível uma gestão mais dinâmica, participativa e informativa, promovendo oportunidades para o crescimento do seu negócio, alcance de metas, destaque no mercado e maior competitividade.

 

 

Evitar o efeito chicote é simples: o grande desafio está em promover uma boa gestão por meio de visibilidade, maior integração com sua equipe, comunicação direta e clara, promoção de estratégias que minimizem riscos de estoques e investimento em tecnologias e fornecedores que melhorem e facilitem seu trabalho. Comece aplicando as dicas apresentadas neste texto e lembre-se: para obter a excelência logística, as melhorias precisam ser aplicadas continuamente!



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