O futuro do Supply Chain: 5 mudanças para implementar agora mesmo

Confira os resultados de uma pesquisa do Gartner sobre o futuro do Supply Chain e a visão do órgão sobre as mudanças em curso

 

futuro supply chainEstamos vivendo um período de grandes transformações desencadeadas pela pandemia da Covid-19. Essas mudanças impactaram a sociedade como um todo e também tiveram peso na cadeia de suprimentos. Os vários desafios enfrentados hoje mostraram que é preciso aplicar algumas estratégias de mudança de direção. Do manual para o digital, do global para o regional, do físico para o on-line, do presencial para o remoto… Há muito o que se fazer e as ações precisar começar agora mesmo.

 

As transformações vigentes envolvem não apenas o investimento em ferramentas tecnológicas para a operação, como também uma nova visão gerencial e a abertura para novos modelos de negócio. Conforme publicado pelo Gartner, organização internacional de pesquisa especializada em tecnologias, 38% dos líderes da cadeia de suprimentos estão preocupados que seus negócios não estejam bem posicionados para lidar com os desafios dos próximos dois anos. Para o órgão, a crise da Covd-19 foi um catalisador para a transformação das empresas de logística, mas uma mudança radical ainda está à frente.

 

Nesse novo cenário, o Gartner destaca cinco mudanças que estão em curso para próximos cinco anos. Você irá conhecê-las neste texto. Prepare-se para adentrar no futuro do Supply Chain!

Supply Chain: um futuro desafiador

 

Digitalização da cadeia de suprimentos; globalização e offshoring; novos modelos de negócios; migração para o e-commerce; equipes remotas e distribuídas: essas são as cinco mudanças na cadeia de suprimentos enfatizadas pelo Gartner os próximos cinco anos. Para adequar-se a elas é preciso ter uma boa estrutura, contar com tecnologias avançadas, inovar e flexível. E o mais importante: colocar a experiência do cliente no centro das prioridades.

 

Confira, a seguir, detalhes dessas mudanças e o que o Garner vê para o futuro do Supply Chain.

 

 

 1 – Digitalização da cadeia de suprimentos

 

De acordo com o Gartner, 23% dos líderes da cadeia de suprimentos esperam ter um ecossistema digital até 2025. Esses profissionais veem a digitalização como chave para moldar oportunidades de negócio na próxima década.

 

Para o órgão, o aumento da digitalização resulta em uma logística mais resiliente e ágil, alimentada por tecnologias como a Internet de Coisas (IoT), digital twin e blockchain, as quais são capazes de otimizar a colaboração de rede, a visibilidade e o gerenciamento de risco. Ainda segundo o Gartner,  a digitalização e o compartilhamento e informações de ponta a ponta em tempo real permite às empresas responderem melhor e mais rapidamente às mudanças inesperadas na oferta ou demanda.

 

 

2 – Globalização e offshoring

 

Segundo o levantamento realizado pelo Gartner, 46% dos líderes da cadeia de abastecimento antecipam declínios na globalização e 61% deles vê uma queda na fabricação offshoring nos próximos cinco anos.

 

Na visão dos especialistas do Gartner, a globalização está sob pressão no cenário atual, em razão do fornecimento complexo, da demanda por mercadorias fabricadas em outros países ou continentes (a exemplo do IFA para as vacinas, produzida a China), do aumento do capital de giro e do lead time. Nesse sentido, recomenda-se uma reavaliação das estratégias de offshoring e rede, assim como a busca pelo equilíbrio no reshoring, de modo a conter custos, lidar com as implicações fiscais e as disponibilidades do mercado local. A estratégia deve, portanto, ir no caminho de reequilibrar a balança entre cadeias locais, regionais e globais.

 

Para o futuro, o Garner vê um cenário de busca pela diversificação da fabricação para melhorar a resiliência e a agilidade que já estavam em andamento antes de 2020. “Quase metade das cadeias de abastecimento irá mover a produção para diferentes países ou regiões. As empresas vão investir em sourcing localizado visando a resiliência, agilidade e crescimento sustentado nos mercados locais  – por exemplo, treinando pequenas empresas locais para fabricarem para redes globais de fornecimento”, destaca o órgão.

 

 

3 – Novos modelos de negócios

 

Ainda conforme a pesquisa realizada pelo Gartner, 79% dos líderes da cadeia de abastecimento pensam que uma abordagem baseada na internet / plataforma é o novo modelo de negócio para apoiar a recuperação pós-pandêmica. Segundo o órgão, os CEOs aproveitarão a oportunidade para “reiniciar” ou reconstruir seus negócios para novas realidades.

 

Para tanto, é fundamental revisitar e realinhar as estratégias de supply chain aos novos modelos de negócio. Isso inclui uma atenção sobre a segmentação de clientes e os custos de atendimento às demandas. Segundo o Gartner, as cadeias de suprimentos desenvolverão capacidades operacionais para entregar cada um dos resultados associados a valores diferentes.

 

 

4 – Migração para o e-commerce

 

O levantamento do Garner também mostrou que 69% das organizações da cadeia de abastecimento esperam uma diminuição na vontade do consumidor de visitar lojas nos próximos cinco anos.

Os bloqueios realizados pelo governo e a preocupação da população quanto à contaminação pela Covid-19 provocaram a redução do tráfego nas lojas físicas. Os consumidores passaram a gastar mais no comércio eletrônico, prejudicando as empresas que não integraram seus canais online e offline ou mesmo aquelas que não abriram suas vendas na internet.

 

Assim, é preciso mudar o quanto antes, aprimorando a logística para oferecer um serviço de excelência ao cliente. Dentre as recomendações do Gartner estão: construir capacidade escalonável, incluindo o serviço de pedidos e devoluções online, e reexaminar o design de rede para permitir um modelo operacional mais lucrativo e que apoie a mudança em volume para o e-commerce.

 

Para o futuro, o Garner vislumbra um esforço das empresas para oferecer a melhor experiência de compra e atender “ao extremo” as preferências de cada cliente. Isso inclui a oferta de produtos e serviços personalizados, disponíveis a qualquer hora e qualquer lugar. Os investimentos nas ferramentas certas irão unir redução de custos e melhoria da experiência do comprador.

 

 

5 – Equipes remotas e distribuídas

 

Por fim, uma constatação impactante feita pelo Gartner: 98% dos líderes da cadeia de abastecimento acreditam que o trabalho remoto irá aumentar nos próximos cinco anos.

 

Culturalmente, as empresas de logística sempre foram baseadas em trabalho local, presencial. Mas com a pandemia, esse cenário começou a mudar e a tendência é que continue em transformação. Aos gestores o Garner recomenda: “demonstre empatia e flexibilidade. Apoie uma força de trabalho híbrida e desenvolva formas para melhorar a produtividade de equipes distribuídas”.

 

Nos próximos cinco anos, os especialistas do Gartner acreditam que as organizações da cadeia de abastecimento terão uma força de trabalho híbrida, que transitará entre o presencial e o remoto. Para o órgão, o aumento do trabalho remoto irá fornecer um acesso mais a talentos.  “Tecnologias para rastreamento da produtividade serão muito utilizadas, assim como o práticas virtuais de registro de tempo e monitoramento do uso do computador. Plantas físicas, armazéns e escritórios corporativos continuarão a existir, mas cada vez mais irão se transformar em espaços de colaboração e inovação”, destaca o Gartner.

 

Sua empresa está pronta para as mudanças?

 

As transformações apontadas pelo Gartner já estão em curso. Agora é hora de buscar executá-las na sua empresa, visando sempre o equilíbrio entre o sucesso do negócio e o customer centric.

 

Estar preparado para os desafios presentes e futuros é uma forma de alcançar ambos os objetivos, por isso, o movimento principal, como destaca o Gartner é “estar orientado a um propósito”, “focar em inovação e colaboração”, “tomar medidas positivas para melhorar o bem-estar ambiental e da comunidade”, “beneficiar todas as partes envolvidas”. A mudança começa hoje mesmo!

 

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